Um trauma histórico nas relações dominicano-haitianas: O massacre haitiano de 1937
Publicado 2026-03-18
Palavras-chave
- memória histórica,
- identidade nacional,
- migração,
- República Dominicana,
- Haiti
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Copyright (c) 2026 Ramon Emilio Jáquez, Antonio Luciano Firpo

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Resumo
O massacre de haitianos de 1937, conhecido como “o corte” ou “massacre do perejil”, constitui um dos episódios mais trágicos da história das relações entre a República Dominicana e o Haiti. Entre 2 e 5 de outubro, milhares de haitianos e dominicanos de ascendência haitiana foram assassinados na fronteira e em outras regiões do país, em um ato de violência de Estado ordenado por Rafael Leónidas Trujillo. Para além do número exato de vítimas, ainda em debate, o massacre deve ser compreendido como um projeto político destinado a reforçar uma identidade nacional baseada na rejeição do afro-caribenho. Este artigo analisa o acontecimento em suas dimensões históricas, políticas e culturais, relacionando-o a outros genocídios do século XX e às dinâmicas de exclusão que persistem na atualidade. A discussão incorpora contribuições recentes sobre memória histórica, racismo estrutural e migração, ressaltando que o massacre constitui um trauma transgeracional que continua a condicionar as relações diplomáticas e sociais entre a República Dominicana e o Haiti. Conclui-se que reconhecer este episódio como genocídio e promover políticas de memória crítica é fundamental para avançar em direção a uma cultura de paz, reconciliação binacional e respeito aos direitos humanos no Caribe contemporâneo.
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Referências
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