Um Pequeno Ensaio sobre Dois Arquivos para as Contrahistórias: Uma Investigação sobre a História do Anarquismo e um Projeto Editorial Ativista no Presente, desde a Prisão
DOI:
https://doi.org/10.51896/easc.v3i2.1084Palavras-chave:
Ativismo, anarquismo, Argentina, contra-história, história crítica, prisão, pensamento crítico, sociologia críticaResumo
Neste trabalho, tenho interesse em relacionar dois casos de pensamento e ação que têm um eixo na ligação entre política e linguagem, a partir de uma trama conceitual em construção que se situa na tradição da “glotopolítica”, embora também levante algumas tensões sobre aqueles aspectos do político que o termo envolve. Um caso provém da minha pesquisa doctoral em andamento, e é o das práticas discursivas do movimento anarquista em Santa Fe (Província de Santa Fe, Argentina) e Paraná (Província de Entre Ríos, Argentina) nas primeiras décadas do século XX. Duas cidades geograficamente próximas, separadas pelo rio Paraná, mas conectadas na circulação de militantes e apoio entre grupos. O outro caso vem de uma experiência ativista onde, junto a companheiros e companheiras com quem formamos o coletivo Contraversiones, desde 2018 estamos realizando oficinas e projetos produtivos em contextos de encarceramento e apoiando as pessoas que saem da prisão na cidade de Santa Fe. Especificamente, faço parte da equipe que conduz oficinas de leitura e escrita e que coordena o projeto Barrett Comunidade Editorial. Embora se trate de formas de ação e temporalidades diferentes, em ambos os casos emergem uma série de coincidências. Atores sociais que não são ouvidos, uma tomada da palavra [prise de parole] e a questão sobre como intervir publicamente em casos onde, pela própria natureza das ações, não se pode ou não se deseja conquistar lugares de poder governamental. Em ambos os casos, a edição e a circulação de impressos aparecem como uma praxis política e linguística; e também a formação de um arquivo disperso e fragmentário, produto de ativismos que convergem em políticas e poéticas construídas a partir de uma prática – sempre um pouco imprevisível – difícil de traduzir institucionalmente. Trata-se de arquivos que são construídos e ao mesmo tempo se abrem para pensar contra-histórias: da vida política e cultural das cidades médias do interior argentino; da prisão e das vidas atravessadas pelo encarceramento.
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